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Na radioterapia um dos desafios no tratamento do câncer é expor o paciente apenas à dose de radiação necessária para eliminar as células tumorais, tomando o cuidado de não afetar o tecido sadio ao redor.

Físicos brasileiros desenvolveram um novo material que pode servir de base para sensores de radiação mais rápidos e sensíveis que os usados pelos radiologistas no setor de radioterapia. Luiz Carlos Oliveira e Oswaldo Baffa, da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, e Eduardo Yukihara, da Universidade do Estado do Oklahoma, Estados Unidos, fabricaram um composto à base de óxido de magnésio (MgO), misturado a pequenas porções de lítio, cério e samário.

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Quando iluminado por laser, o novo material emite uma quantidade de luz proporcional à dose de radiação a que foi exposto (Scientific Reports, abril). Esse material é cerca de 20 vezes mais sensível à radiação do que o usado nos melhores sensores atuais de radioterapia, feitos de óxido de alumínio (Al2O3) enriquecido com carbono, e responde à estimulação com laser muito rapidamente.

“O novo material é bastante sensível à radiação e tem um tempo de leitura rápido”, explica Baffa. “Isso deve permitir a varredura de uma área extensa e a obtenção de uma imagem da dose distribuída no corpo do paciente”, conta o pesquisador, que está patenteando o material e espera licenciá-lo para uma empresa de tecnologia nascente.

 

Fonte: Pesquisa FAPESP


 

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