Resolutividade Interna

Resolutividade Interna e a redução dos custos hospitalares

A Resolutividade Interna pode reduzir dos custos  e ainda minimizar a dependência de fornecedores de manutenção externos são metas de todo gestor hospitalar. Assim, achamos que seria útil ”bater um papo” com nossos amigos Gestores Hospitalares explicando um pouco sobre o indicador de “resolutividade interna” e sua fundamental importância para avaliar se o serviço de engenharia clínica (SEC) está proporcionando os resultados esperados na operação e “no bolso” do hospital.

A RESOLUTIVIDADE INTERNA

Fato é que todo hospital tem milhões de reais imobilizados em equipamentos e tecnologia médica. Proporcional ao valor deste patrimônio é o gasto com sua manutenção, ou seja, quanto mais sofisticado se torna um hospital, mais caro se torna mantê-lo.

Uma das principais funções de um serviço de engenharia clínica (SEC) é justamente controlar as atividades de manutenção corretiva dos equipamentos médicos, quer seja executando ela própria as atividades ou supervisionando fornecedores externos na execução das mesmas. Quanto mais capacitada a realizar esses consertos estiver a equipe interna do hospital, menores serão as participações de fornecedores externos, e consequentemente menores serão os custos totais com manutenção.

Esta maior ou menor capacidade da equipe interna em resolver os problemas corretivos por conta própria pode ser expressada numericamente por um indicador de qualidade da Engenharia Clínica – que aqui na Equipacare consideramos fundamental – que é o Índice de Resolutividade Interna.

Conceitualmente, a Resolutividade Interna é o percentual (%) de ordens de serviço corretivas concluídas pela equipe interna de engenharia clínica em relação ao total de ordens de serviço corretivas concluídas no mesmo período.

Naturalmente que quanto maior for este índice, menor é a dependência de fornecedores externos para manutenção, sejam estes contratos fixos ou visitas técnicas avulsas. Portanto, este indicador é uma ferramenta poderosa para administração hospitalar na avaliação da eficácia e retorno financeiro de ter no quadro funcional o serviço de engenharia clínica.  Outra vantagem bacana deste indicador é que reflete não somente o nível de custos, mas também a melhoria nos tempos de atendimento já que a equipe interna pode (e deve) atender mais rápido do que prestadores externos.

VEJA TAMBÉM: Os 8 desafios da Engenharia Hospitalar

ENTENDA MELHOR  A RESOLUTIVIDADE INTERNA

Uma simples visita técnica somada ao deslocamento do fornecedor pode passar de R$1.000,00. Além disso, um contrato de manutenção básico (apenas mão-de-obra), para monitores cardíacos por exemplo, custa em média R$ 200,00/mês por equipamento. Considerando que um hospital de 100 leitos pode ter mais de 50 destes monitores, o custo mensal de apenas este contrato passaria de R$10.000,00. Estes dados mostram como há um impacto significativo e imediato nos custos hospitalares para cada tipo de equipamento cuja responsabilidade de manutenção é absorvida pela equipe interna de engenharia clínica.

Nossa sugestão é justamente exigir que sua equipe de engenharia clínica tenha como meta mínima alcançar 80% de resolutividade interna a cada mês. Vale apontar que com treinamentos e ferramental adequado é perfeitamente possível elevar a meta de resolutividade interna. Inclusive, em alguns SECs que gerenciamos, já considerados “maduros”, a resolutividade da equipe interna supera os 90%. Nestes cases de excelência, os únicos custos com contratos de manutenção são para os equipamentos de alta complexidade e raros são os casos onde é preciso contratar mão-de-obra externa.

Ferramentas que podem aumentar o Índice de Resolutividade Interna

Sugerimos duas ferramentas que podem contribuir com a sua equipe de Engenharia Clínica e aumentar o Índice de Resolutividade Interna. São elas:

Inventário de equipamentos:  que tem a missão de possibilitar o controle de todo o seu parque de equipamentos, com informações como quantidade, marca, modelo, localização, número de série, garantia, etc;

Registro histórico das ocorrências: que consiste no registro de todos os eventos da vida útil do equipamento, desde a instalação, passando por todas as manutenções e revisões. É fundamental para que se possa gerenciar a qualidade dos produtos, dos serviços e dos custos associados.

QUER UM ORÇAMENTO? FALE COM OS NOSSOS AGENTES COMERCIAIS!

Engenheiro e empreendedor, é formado em Engenharia Elétrica com Ênfase em Engenharia Clínica pela Universidade Federal de Itajubá, cursou Gestão de Empresas pela FGV-Rio, pós-graduação em Gestão em Saúde com Ênfase em Administração Estratégica pela Estácio. Diretor Geral da Equipacare Engenharia, empresa pela qual já prestou consultoria para mais de 100 projetos hospitalares em todas as regiões do Brasil. Atualmente é o principal consultor de engenharia clínica do Sistema Unimed, já tendo atendido mais de 50 singulares. Suas especialidades são o planejamento, especificação, negociação, comissionamento de instalação e gestão de tecnologias médicas para empreendimentos hospitalares.

About Author

Guilherme Xavier

Engenheiro e empreendedor, é formado em Engenharia Elétrica com Ênfase em Engenharia Clínica pela Universidade Federal de Itajubá, cursou Gestão de Empresas pela FGV-Rio, pós-graduação em Gestão em Saúde com Ênfase em Administração Estratégica pela Estácio. Diretor Geral da Equipacare Engenharia, empresa pela qual já prestou consultoria para mais de 100 projetos hospitalares em todas as regiões do Brasil. Atualmente é o principal consultor de engenharia clínica do Sistema Unimed, já tendo atendido mais de 50 singulares. Suas especialidades são o planejamento, especificação, negociação, comissionamento de instalação e gestão de tecnologias médicas para empreendimentos hospitalares.

Related posts

Dicas para controlar equipamentos de terceiros em seu hospital

Facebook LinkedIn A utilização de equipamentos de terceiros é uma prática presente em todo hospital e, em especial, para aqueles aparelhos que não têm seu uso contínuo e podem ser requisitados conforme agendamento do procedimento ou em caso de contingenciamento (backup). Rodrigo Santos

Read More

Comments ( 2 )

  • Natália

    É exatamente o que eu penso! Estou encantada com as postagens.
    Os posts vão se complementando.
    Sem dúvida, a unidade hospitalar economizará bastante em formar uma equipe técnica e mais ainda se houver investimentos em seus recursos humanos e materiais de trabalho (ferramentas próprias).

    • Guilherme Xavier

      Oi Natália!
      que bacana que gostou! Fiquei muito feliz com seu comentário!

      Um abraço
      Guilherme Xaver

Leave a Reply