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OEE na engenharia clínica: como medir a eficiência dos equipamentos médico-hospitalares

Um equipamento estar funcionando significa que ele está sendo bem aproveitado? Conheça o OEE e entenda como esse indicador pode ampliar a visão da engenharia clínica sobre a produtividade dos equipamentos hospitalares.

  1. Disponibilidade: quanto tempo o equipamento esteve em operação em relação ao tempo em que estava programado para operar. Toda parada, seja por quebra, seja por manutenção, reduz esse fator.
  2. Performance: quanto o equipamento produziu em comparação com o que poderia produzir no tempo em que esteve funcionando. Um equipamento pode passar o dia inteiro ligado e, ainda assim, produzir menos do que deveria.
  3. Qualidade: que proporção da produção saiu certa de primeira, sem defeitos, descartes ou retrabalho.
FatorResultado
Disponibilidade95%
Performance85,5%
Qualidade97%
OEE≈ 79%

  • Tomógrafos, ressonâncias magnéticas e angiógrafos: permitem relacionar disponibilidade, capacidade de exames e adequação técnica dos procedimentos.
  • Equipamentos de análises clínicas: em processos laboratoriais automatizados, é possível acompanhar a produção de testes, as interrupções e as repetições.
  • Equipamentos de esterilização da CME: podem ser avaliados pelos ciclos programados, pela capacidade operacional e pela proporção de ciclos aprovados sem necessidade de reprocessamento.
  • Justificar investimentos, mostrando quanto de capacidade está sendo perdida;
  • Priorizar ações, revelando onde estão as maiores perdas, sejam elas de manutenção, de configuração, de processo ou de agenda;
  • Embasar decisões de substituição, comparando o desempenho real com o de um equipamento novo;
  • Valorizar o trabalho da engenharia clínica, conectando a manutenção ao resultado do hospital.

  1. Escolha um ou dois equipamentos de alto valor e grande relevância operacional, como o tomógrafo.
  2. Defina, junto com a área assistencial, o tempo planejado, a capacidade de referência e os critérios de qualidade.
  3. Garanta que as paradas sejam registradas com início, fim e causa nas ordens de serviço.
  4. Acompanhe os números por pelo menos três meses antes de tirar conclusões.
  5. Avalie se o indicador realmente ajudou a identificar perdas, orientar melhorias e apoiar decisões.

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