Arco Cirúrgico: como escolher?

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Arco Cirúrgico: como escolher?

O Arco Cirúrgico, também chamado de intensificador de imagem, é um equipamento amplamente utilizado nos procedimentos cirúrgicos, ou seja, nas salas de cirurgia. Como os aparelhos de raios-x, permitem a radiografia estática (“foto”), porém são empregados principalmente em imagens fluoroscópias intraoperatórias fornecendo imagens dinâmicas de alta resolução em tempo real (“vídeos”), permitindo que os médicos cirurgiões monitorem o progresso das cirurgias e façam imediatamente as correções.

arco cirúrgico

Este aparelho possui a forma de um arco em C, que sustenta em uma extremidade a fonte emissora de raios-X (Tubo de Raios-X e gerador) e, na outra, o detector de raios-X que pode ser um Intensificador de Imagem ou um detector do tipo Flat Panel. Esse design permite uma variedade de posicionamentos/projeções durante os procedimentos e garante que a radiação emitida será captada.

Atualmente no mercado brasileiro os principais fornecedores deste tipo de equipamento são as empresas GE, Philips, Siemens e Ziehm que comercializam vários modelos, todos de tecnologia importada. A escolha correta do nível a ser adquirido deve estar atrelada às especialidades cirúrgicas que a instituição pretende atender.

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Classificação de Arco Cirúrgico

Para facilitar a escolha dos clientes e entendimento durante as reuniões de triagem das necessidades médicas, aqui na Equipacare classificamos os modelos disponíveis no mercado em quatro níveis de sofisticação, com distintas características técnicas e aplicações clínicas:

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Níveis I e II

Conforme esta classificação, os arcos cirúrgicos dos Níveis I e II têm, em comum potência de gerador entre 2,2 a 3 kW, tubo de raios-x com anodo fixo e detector do tipo intensificador de imagem.

Todas essas características são suficientes para auxiliar a visualização em procedimentos com baixa complexidade, pois não requerem elevada qualidade de imagem e consequentemente alta dose de radiação em regiões espessas como o tórax e abdômen durante um longo período. São empregados em procedimentos cirúrgicos como: Ortopedia, Cirurgia Geral, Urologia, Gerenciamento de Dor, Marca passo, Coluna.

No caso do aparelho do Nível II, são agregadas as tecnologias de visualização da vasculatura, tais como os recursos de Subtração e Roadmap, ambos muito requisitados para cirurgia vascular periférica.

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NÍVEL III

Já o Arco C do Nível III de sofisticação, dispõe de outras tecnologias embarcadas para auxiliar em procedimentos complexos e avançados. Podem, por exemplo, dispor de quatro vezes mais potência no gerador, chegando a 12 kW, permitindo assim, alcançar maior dose de radiação e profundidade de visualização. Possuem também tubo de raios-x com anodo giratório, possibilitando maior capacidade térmica e maior tempo de operação (quer dizer que gerara maior dose de radiação de forma ininterrupta, sem sobrecarregar).

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Além disso, neste nível de equipamento a maioria das empresas possuem o detector digital, chamado de flat panel, que traz maior qualidade e resolução de imagem, além de menor dose de radiação requerida para geração de imagem. Todos esses recursos permitem que o Arco C do Nível III auxilie com facilidade procedimentos que requerem alta qualidade de imagem, em regiões espessas e por um período longo de captura.

Na prática indicamos a escolha do Nível III, quando os clientes precisam atender procedimentos endovasculares, mas destacamos que esse nível atende todas as especialidades dos Níveis I e II, e mais ainda: Cirurgia geral complexa / Embolização, Cirurgia endovascular, Cirurgia Neuro Vascular e eletrofisiologia.

NÍVEL IV

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Já o arco cirúrgico de Nível IV, apresenta muitas das mesmas propriedades técnicas do Nível III, porém permite a aquisição 3D de estruturas. Em sentido prático, essa solução permite trazer mais segurança em cirurgias na coluna, onde se faz necessário implantar fixadores, pois a verificação e validação da correta colocação dos parafusos, pinos e fios é realizada ainda com o paciente em mesa, garantindo um bom pós-operatório e reduzindo retrabalho cirúrgico.

O intuito desse artigo foi abordar de forma resumida e prática as principais características técnicas que auxiliam na definição do nível de arco cirúrgico, o que direcionará melhor a especificação elaborada pelo setor de engenharia clínica e os modelos que serão ofertados pelos fornecedores.

Porém, entendemos que uma análise financeira, dos custos de aquisição e operação, se faz imprescindível para orientar a escolha da tecnologia e garantir tranquilidade no investimento. Portanto, para um estudo completo, incluindo análise do custo total de propriedade, são avaliadas as condições de fornecimento, os atributos técnicos e de manutenção, de modo a classificarmos os equipamentos pelo custo-benefício.

Agradecemos o interesse dos leitores, e se quiser trocar ideias mais aprofundadas é só entrar em contato.

Engenheiro Biomédico

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